Já parou pra pensar quanto tempo perdemos dando as coisas o valor que elas não merecem?
Vivemos sempre de forma a demonstrar algo a alguém. Sempre queremos que alguém nos reconheça e como ficamos felizes como somos reconhecidos. Parece que não, mas isso pode nos levar ao abismo se não nos atentarmos a nosso próprio ser. Podemos acabar nos vangloriando e até mesmo, achando que somos melhores que alguém.
Nós ficamos muito felizes e nos sentimos muito bem quando percebemos que somos amados, não é mesmo? No entanto, é muito importante não se "acomodar" a este sentimento. Muitas vezes, somos "amados" por interesse ou mesmo por alguma atitude que tomamos. Amor de verdade não some quando posto a prova. Amar não é apoiar o outro em tudo, o nome disso é "puxar-saco". Quem ama ajuda, aconselha, compartilha sentimentos bons e pede ajuda nos momentos difíceis, mas também exorta e corrige. Estar junto somente nas horas boas, pode significar nada mais do que simplesmente interesse pessoal.
Por muitas vezes, deixamos de aconselhar/exortar amigos por medo de sermos mal compreendidos. Por isso, nesta situação é muito importante pensarmos bem antes de falar qualquer coisa. Uma palavra colocada na ordem errada, uma pausa ou até mesmo um olhar incerto pode transmitir uma idéia a qual nem imaginamos.
Há também, quem viva como uma máquina: Sem compaixão alguma por alguém. Pessoas assim são como um porão por dentro e semelhantes a um robô por fora (não tratando de aparência física). Agem como se estivessem programadas para tal, mas em seu interior, só há velharias guardadas e sujas de poeira. Pessoas assim, não valorizam ninguém, quanto menos ainda a si próprios. "- A beleza estética é o que importa, já que é assim que o mundo me vê" - dizem eles. Mas um dia a bateria acabará e o fim malsucedido será quase certo.
Ajudamos ao próximo somente até o ponto em que isso não está nos prejudicando. Esse é o sentido humano de agir.
Mas não podemos ser assim. É como levar um guincho que suporta três mil quilos pra levantar um volume de sete mil. Para conseguirmos ajudar alguém, devemos estar preparados para uma carga maior, mesmo que isso possa nos incomodar um pouco. Devemos amar o próximo, como a nós mesmos.
É importante ter muito cuidado: Não podemos nos atrever a dar conselhos os quais nunca nos serviram, nem citar experiências de outras pessoas, adaptadas ao nosso ponto de vista. Isso não é conselho e sim, uma tentativa de convencimento. Nossa idéia por si só, não é válida. É necessário estar apoiado no que temos certeza de que é certo.
Alguns dizem: "Apenas viva a vida!". Até hoje, não descobri como viver a morte.
["Quando meu pai não queria que eu pegasse alguma coisa, ele colocava no lugar mais alto da estante, pois lá eu não alcançava. Ele sabia que, se deixasse aquilo ao meu alcance, eu com certeza pegaria... e talvez faria mal uso por falta de experiência ou por não saber para que servia aquilo."]
Talvez o amor tenha sido colocado em cima da estante, por nosso Pai. Assim, só conseguiremos alcançá-lo quando tivermos tamanho e responsabilidade suficiente para isso.
Santo Antônio (45 234)
AutorEmerson Coutinho é natural de uma pequena cidade do interior de São Paulo - Pauliceia. Aos 18 anos, resolver ir embora da casa de seus pais em busca de destaque profissional e conhecimento! Tudo que ele tinha era uma mala e uma vontade tremenda de fazer as coisas darem certo. Se converteu ao cristianismo aos 20 anos e desde então, é membro ativo da Primeira Igreja Batista Pioneira em Blumenau, Santa Catarina.

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