Liberais. Hoje, essa é a imagem que temos de nossa
sociedade. Pensamos tanto nessa tal
liberalidade, que algumas vezes, proibir ou repreender alguns atos torna-nos
velhacos, não é mesmo?
A cada ano a sociedade tem se tornado mais liberal, e isso
não é bom. Temos hoje, como normal, a troca de parceiros.
Quantos relacionamentos, seus pais tiveram?
Quantas vezes você já namorou?
Quantos casos seu filho já teve?
A tendência é que seu filho tenha mais relacionamentos que
você mesmo e isso é consequência da humanidade liberal que vivemos.
Pensamos que ter casos é algo normal, que namorar é bom e que nos
deixa feliz. Logo, acreditamos que só seremos felizes com um outro alguém, que
só seremos felizes tendo nossos prazeres e desejos humanos, saciados junto a um
outro alguém. Usamos tudo o que temos de melhor para conquistar esse alguém, e
muitas vezes conseguimos. Mas quando entra o tal do amor no assunto, ai a coisa
começa a complicar. Começamos a perder todos os sentidos normais humanos (audição,
visão, tato, olfato e por último paladar [mas não literalmente]) e praticamente
nos fechamos a nós mesmos. Nada tira de nossa cabeça que é impossível algo dar
errado nessa relação.
Todos nós já fomos enganados pelos nossos próprios
sentimentos. O que nos faz errar é não enxergar isso. E nos enganamos
novamente.
O beijo é um simples gesto de contato, onde ambas as partes
invadem um a privacidade do outro. É um compartilhar de vontades semelhantes. Relacionamentos
não são brincadeira. Um beijo não é algo que se possa usar como arma na guerra
da conquista. O beijo, deve ser o prêmio pela vitória da batalha. Há quem
compartilhe da privacidade de muitos em apenas uma noite.
Para a grande maioria dos homens, o prêmio de só uma guerra não é o suficiente em uma noite, eles partem pra outra guerra, como soldados em
busca da conquista do mundo. Há alguns que preferem guerrear em segredo,
tornando-se espiões e às vezes, são guerreiros ‘melhores’ (no conceito liberal) do que aqueles que se
ferram lutando em plena noite. Estes conquistam muito mais ‘territórios’, o que
consequentemente exige uma responsabilidade maior para governa-los, e eles não a têm, pois não sabem o que é guerra.
Para as mulheres, não há guerra. Elas são os territórios que
precisam ser conquistados. Há aquelas que são como uma vila: Têm seus próprios conceitos, mas qualquer um que tiver conceitos superiores aos dela, conquista a
terra sem problemas maiores. Há aquelas que são como uma pequena cidade: Difícil
de conquistar, mas que não é cercada, facilitando assim, a entrada e mais
guerreiros em busca da conquista, é difícil resistir a tantas batalhas. Há também, aquelas que são como um país:
Cercada por todos os lados, onde se veleja por dias, meses ou anos para tentar
um acesso. Geralmente, são achadas por engano, por guerreiros que nem
imaginavam que ela estaria ali. É cheia de mistérios e força o guerreiro a
aprender ganhar uma guerra sem que seja necessário guerrear (no sentido próprio
da palavra).
Há diversos tipos de mulheres, mas para todas, o conceito de
conquista é o mesmo: Devemos batalhar por elas.
Os lábios podem ser doces e suaves na hora do beijo, mas
quando tudo termina, só fica em nossos corações a amargura e o sofrimento. À medida que vamos nos relacionando erroneamente, vamos descendo a escada rumo a
escuridão, e as chances de sermos felizes é bem pequena ou talvez nula.
Caminhamos para um lugar que não sabemos onde vai dar. Perdemos o rumo e não
percebemos isso.
Será que é certo ser tão liberal quanto a humanidade?
Devemos nos afastar do relacionamento imoral, assim,
evitamos de sujar nossos nomes. A mesma humanidade de acha a troca de parceiro
tão normal quanto tomar banho, é a humanidade de que te chama de ‘puta’ ou de
‘galinha [para os homens]’. Pensamos: “Como eu detesto quando os outros começam
a ditar minha vida com o que eles chamam de conselhos. Odeio conselhos. Se
conselho fosse bom, não se dava, se vendia.”.
Só percebemos que estamos perdidos e em um caminho sem
saída, quando começam a nos tirar tudo que usamos para nos mover. Começa com a
liberdade e acaba com saúde. Nosso corpo vai se degradando pouco a pouco.
Fidelidade. Essa palavra não se alia a liberalidade de modo
algum.
Como não bastasse a dificuldade que temos para ser fiéis no
amor, somos capazes ainda de deixar frutos dessa infidelidade. Esses frutos
serão amargos e as vezes até venenosos. É um atalho rumo ao abismo.
Os frutos de nosso relacionamento fiel devem ser usados para
alimentar a nossa felicidade, não a felicidade alheia, por isso, seja fiel a
quem você definiu como “parceiro eterno”, ou seja, com quem você se casou.
Seja
sensível com sua esposa, assim, será fácil ser feliz com ela. Ela é graciosa e
amorosa. Alimente isso e o amor dela lhe fará tão bem que nada mais será necessário.
Você vai viver por ela (ou morrer se for preciso).
Por que sermos infiéis ou liberais de mais? Por que
preferirmos todas as mulheres do mundo, se viveremos apenas com uma? Sempre tem
alguém nos observando. Não podemos fazer as coisas pensando que ninguém está vendo.
Fazer coisas erradas, é preparar nossa própria armadilha. É armarmos uma rede e
nos enroscarmos nela. Morreremos enroscados por simplesmente não segurar nossos
impulsos. Nossa loucura nos enterrará.
Seja paciente e tudo dará certo.

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