#06 Advertir: Perigo!

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Liberais. Hoje, essa é a imagem que temos de nossa sociedade.  Pensamos tanto nessa tal liberalidade, que algumas vezes, proibir ou repreender alguns atos torna-nos velhacos, não é mesmo?

A cada ano a sociedade tem se tornado mais liberal, e isso não é bom. Temos hoje, como normal, a troca de parceiros.

Quantos relacionamentos, seus pais tiveram?
Quantas vezes você já namorou?
Quantos casos seu filho já teve?

A tendência é que seu filho tenha mais relacionamentos que você mesmo e isso é consequência da humanidade liberal que vivemos.

Pensamos que ter casos é algo normal, que namorar é bom e que nos deixa feliz. Logo, acreditamos que só seremos felizes com um outro alguém, que só seremos felizes tendo nossos prazeres e desejos humanos, saciados junto a um outro alguém. Usamos tudo o que temos de melhor para conquistar esse alguém, e muitas vezes conseguimos. Mas quando entra o tal do amor no assunto, ai a coisa começa a complicar. Começamos a perder todos os sentidos normais humanos (audição, visão, tato, olfato e por último paladar [mas não literalmente]) e praticamente nos fechamos a nós mesmos. Nada tira de nossa cabeça que é impossível algo dar errado nessa relação.

Todos nós já fomos enganados pelos nossos próprios sentimentos. O que nos faz errar é não enxergar isso. E nos enganamos novamente.

O beijo é um simples gesto de contato, onde ambas as partes invadem um a privacidade do outro. É um compartilhar de vontades semelhantes. Relacionamentos não são brincadeira. Um beijo não é algo que se possa usar como arma na guerra da conquista. O beijo, deve ser o prêmio pela vitória da batalha. Há quem compartilhe da privacidade de muitos em apenas uma noite.

Para a grande maioria dos homens, o prêmio de só uma guerra não é o suficiente em uma noite, eles partem pra outra guerra, como soldados em busca da conquista do mundo. Há alguns que preferem guerrear em segredo, tornando-se espiões e às vezes, são guerreiros ‘melhores’ (no conceito liberal) do que aqueles que se ferram lutando em plena noite. Estes conquistam muito mais ‘territórios’, o que consequentemente exige uma responsabilidade maior para governa-los, e eles não a têm, pois não sabem o que é guerra.

Para as mulheres, não há guerra. Elas são os territórios que precisam ser conquistados. Há aquelas que são como uma vila: Têm seus próprios conceitos, mas qualquer um que tiver conceitos superiores aos dela, conquista a terra sem problemas maiores. Há aquelas que são como uma pequena cidade: Difícil de conquistar, mas que não é cercada, facilitando assim, a entrada e mais guerreiros em busca da conquista, é difícil resistir a tantas batalhas. Há também, aquelas que são como um país: Cercada por todos os lados, onde se veleja por dias, meses ou anos para tentar um acesso. Geralmente, são achadas por engano, por guerreiros que nem imaginavam que ela estaria ali. É cheia de mistérios e força o guerreiro a aprender ganhar uma guerra sem que seja necessário guerrear (no sentido próprio da palavra).
Há diversos tipos de mulheres, mas para todas, o conceito de conquista é o mesmo: Devemos batalhar por elas.

Os lábios podem ser doces e suaves na hora do beijo, mas quando tudo termina, só fica em nossos corações a amargura e o sofrimento. À medida que vamos nos relacionando erroneamente, vamos descendo a escada rumo a escuridão, e as chances de sermos felizes é bem pequena ou talvez nula. Caminhamos para um lugar que não sabemos onde vai dar. Perdemos o rumo e não percebemos isso.

Será que é certo ser tão liberal quanto a humanidade?

Devemos nos afastar do relacionamento imoral, assim, evitamos de sujar nossos nomes. A mesma humanidade de acha a troca de parceiro tão normal quanto tomar banho, é a humanidade de que te chama de ‘puta’ ou de ‘galinha [para os homens]’. Pensamos: “Como eu detesto quando os outros começam a ditar minha vida com o que eles chamam de conselhos. Odeio conselhos. Se conselho fosse bom, não se dava, se vendia.”.
Só percebemos que estamos perdidos e em um caminho sem saída, quando começam a nos tirar tudo que usamos para nos mover. Começa com a liberdade e acaba com saúde. Nosso corpo vai se degradando pouco a pouco.

Fidelidade. Essa palavra não se alia a liberalidade de modo algum.

Como não bastasse a dificuldade que temos para ser fiéis no amor, somos capazes ainda de deixar frutos dessa infidelidade. Esses frutos serão amargos e as vezes até venenosos. É um atalho rumo ao abismo.

Os frutos de nosso relacionamento fiel devem ser usados para alimentar a nossa felicidade, não a felicidade alheia, por isso, seja fiel a quem você definiu como “parceiro eterno”, ou seja, com quem você se casou.

Seja sensível com sua esposa, assim, será fácil ser feliz com ela. Ela é graciosa e amorosa. Alimente isso e o amor dela lhe fará tão bem que nada mais será necessário. Você vai viver por ela (ou morrer se for preciso).

Por que sermos infiéis ou liberais de mais? Por que preferirmos todas as mulheres do mundo, se viveremos apenas com uma? Sempre tem alguém nos observando. Não podemos fazer as coisas pensando que ninguém está vendo.
Fazer coisas erradas, é preparar nossa própria armadilha. É armarmos uma rede e nos enroscarmos nela. Morreremos enroscados por simplesmente não segurar nossos impulsos. Nossa loucura nos enterrará.

Seja paciente e tudo dará certo.

Santo Antônio (45 234)

Autor

Emerson Coutinho é natural de uma pequena cidade do interior de São Paulo - Pauliceia. Aos 18 anos, resolver ir embora da casa de seus pais em busca de destaque profissional e conhecimento! Tudo que ele tinha era uma mala e uma vontade tremenda de fazer as coisas darem certo. Se converteu ao cristianismo aos 20 anos e desde então, é membro ativo da Primeira Igreja Batista Pioneira em Blumenau, Santa Catarina.

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