Tudo o que fazemos no presente, contribui para o futuro, seja isso bom ou ruim.
Quando jovens, temos o hábito de fazer farra. Festar é o objetivo principal de todo jovem. É a forma que as pessoas usam para se divertir quando empurrar carrinho ou brincar de boneca, já não faz mais sentido. Quando jogamos a infância e pegamos a adolescência, é quando levantamos as peças do tabuleiro. É nesse momento, que o jogo começa. A partir dai, nossos atos, começam a ter uma consequência.
Olhando a vida de uma forma diferente, podemos notar que muitas pessoas vivem como um ser sem experiência. Por vaidade, muitos não revelam sua idade, com medo do que podem dizer. Devemos encarar as opiniões dos outros, como um olhar no espelho. A idade define a experiência, senhoras e senhores. Não podemos ter medo disso. Há alguns ainda que são totalmente infantis, a ponto de pensar que seus atos não implicam em nada e sem perceber, passam a imagem de seres totalmente desajuizados, por mais velhos que sejam. Eles andam pra lá e pra cá, como alguém que não quer nada, mas eles sempre querem alguma coisa. E eles têm a tendência de ganhar o que querem somente ao cair da noite, quando ninguém mais pode vê-los.
Acontece que, mesmo que inconscientemente, aceitamos nosso próprio mal. Dessa forma, nos transformamos em seres muito piores do que éramos... muito piores do que quem nos convidou ao erro. Quando sucumbimos ao erro, costumamos querer faze-lo bem feito. O ser humano é assim!
Os homens tomam o banho mais demorado de suas vidas, descarregam tudo que há neles [eles me entenderão], passam o melhor perfume que tem, escovam os dentes e já começam a pensar em que armas vão usar.
As mulheres tomam o banho mais bem tomado de suas vidas, passam creme de rosto, creme de braço, creme de perna, fazem chapinha, passam batom, usam de suas melhores habilidades na maquiagem, passam o melhor perfume e ainda um outro mais suave atrás das orelhas e cangote, e já vão se preparando psicologicamente para o que ouvirão, já cheias de malícia.
Todos sabem o quão grande é a busca pelo reconhecimento. Todos querem ser reconhecidos. Todos querem ter centenas ou milhares de amigos. Popularidade é a palavra. Queremos ser reconhecidos por todos, mas não indicamos o motivo deste reconhecimento. Esquecemos que temos apenas dois olhos para enxergar nossa vida e outros milhares para também o fazer por nós (sem pedirmos). Não nos preocupamos mais com o que pensamos sobre nós mesmos, nos preocupamos com o que pensam sobre nós. Estufamos o peito, olhamos pra frente e damos o primeiro passo pensando pra trás. Sentimo-nos espalhafatosos e psicologicamente sem vergonha de nada.
Esperamos a oportunidade numa rua ou numa praça, às vezes em uma esquina, assim, temos um ângulo maior de visão; e é onde ela tem menos chance de passar. É ai que vem aquela maravilha com crachá falso de oportunidade, e como não vimos de onde veio, caímos fácil na conversa dela. Ela nos seduz e manipula nossos pensamentos, nos fazendo pensar ser a melhor oportunidade de nossas vidas.
“Te peguei no lugar certo, na hora certa. O crescimento está batendo em sua porta, só basta atender ao chamado. Hoje todas suas necessidades serão atendidas, pois eu tenho pra você algo que você não pode deixar escapar. A espingarda já está carregada, e os gansos estão ali. Vou te ajudar a mirar, você só tem que apertar o gatilho. Os guardas ambientais nem aqui estão, assim podemos caçar a vontade. Vamos, eu sei que você é capaz. Você consegue. AGORA!” – diz ela.
Quando sofremos este tipo de tentação, o caminho mais fácil é apertar o gatilho mesmo, e num instante lá estamos nós. Era tão simples seguir as orientações dela (a falsa oportunidade) que nem sequer percebemos que aqueles gansos que voavam não eram simplesmente gansos, eram pessoas como nós, mas que tinham uma pura liberdade e estavam sempre acima de nós. Em seguida, ela vai atrás de outro desses que estão esperando na esquina, na praça ou na rua... e agora nós somos os gansos que voam, sem saber que estamos na mira de um caçador que um dia fomos.
Não podemos deixar que a falsa oportunidade nos convença do que é bom para nós. Devemos ter cautela ao tomar certas atitudes, ainda mais quando essas atitudes colocam em risco o sucesso ou até mesmo a vida de alguém. Não podemos deixar nosso coração ser convencido com argumentos tão simples e ao mesmo tempo incertos. Devemos buscar a oportunidade, não esperar que ela nos encontre simplesmente. Vem fácil, vai fácil.
Atalhos não são recomendamos nesta situação.

0 comentários:
Postar um comentário