A sabedoria está nos lugares mais altos de nossa vida ou mesmo nos caminhos que trilhamos, a beira da estrada, nos pedindo uma carona. Está nas encruzilhadas, quando temos de escolher ir para esquerda ou para direita. É aquela voz que ecoa bem “baixinho¹” no fundo de nossa mente nos momentos decisivos da nossa vida.
Alguns de nós, jovens inexperientes acreditamos que somos prudentes e sabemos o que estamos fazendo. Devemos procurar ter juízo em nossos atos. O homem é um ser desenvolvido e é capaz de se adaptar ao que é certo (e ao que é errado também – CUIDADO!). Diferente de uma árvore que, se nasce torta; cresce torta e morre torta, nós podemos nos endireitar mesmo após termos crescido tortos. O homem foi feito para ser perfeito. Devemos buscar isso.
Alguns de nós somos bobos e sem juízo algum. Acreditamos que temos que viver cada momento intensamente, mas tudo que é usado demais acaba nos prejudicando de alguma forma. Nossos atos produzem uma consequência, isso é certo. Para muitos, o nome desta consequência é ALEGRIA, mas esta se vai tão rapidamente que não deixa nem vestígios. E perguntamos a nós mesmos:
- Onde está aquela alegria que eu estava sentindo até agora a pouco?
Tudo o que é certo e mais importante, deixamos passar. A sabedoria que nos chama, nunca erra e só diz a verdade. Quando procuramos usar da sabedoria em nossos atos, tudo fica fácil de compreender. Tudo aparece tão claramente a nossa mente que se não tomarmos cuidado, nos vangloriamos mesmo sem perceber. É nesse momento que devemos usar da prudência para não sujarmos o que chamamos de “sabedoria²”.
Os ensinamentos ditados pela sabedoria valem mais do que ouro ou prata. São condutores de inteligência, como ouro conduz eletricidade e nos faz brilhar, assim como prata pura.
Podemos sonhar em ter um carro, uma casa, amigos, família, dinheiro ou até mesmo ter um dinossauro; querer ter sabedoria é sonhar ainda mais alto. A sabedoria exige que tenhamos compreensão, conhecimento e juízo. Não há atalho para chegar até ela.
Devemos ouvir, respeitar e obedecer a quem nos gerou. Agir assim é odiar tudo que é mau.
Quem dera se realmente odiássemos o orgulho e a falta de modéstia. Quem dera se detestássemos os maus caminhos e as palavras falsas. O problema é que somente odiamos estes sentimentos e atitudes, quando podemos aponta-los com o dedo (no próximo). Nos fazemos juízes sem ter recebido autoridade de ninguém pra isso. Escrevemos nossos planos em uma folha, mas quando a primeira linha não é lida como escrevemos, amassamos a folha e escrevemos outro plano em uma nova folha, e assim por diante. No final do ano, foi-se um cadernos de trezentas e sessenta e cinco folhas. Como seria bom se ouvíssemos a voz da sabedoria.
Nenhuma boa lei é criada na ausência da sabedoria. Ela ajuda os grandes governadores do mundo a governarem. Alguns ouvem um “cochicho¹” da sabedoria ditando alguma atitude importante a ser tomada e ao invés de obedecerem, invertem o que lhes foi ordenado. Conhecemos isso como esperteza. Esperteza é toda sabedoria que não vem dos Céus. É todo o entendimento que colocamos a nosso favor, sem que esteja. E toda atitude que mesmo sabendo que prejudicará alguém, a fazemos para nosso próprio bem. Seres ditos espertos, são pegos pela esperteza de outros. Ouvimos muitos dizer: “Ahhh, pára rapaz... cê tem é que sê esperto si não cê num vai sê nada na vida não, mano.”. Nestes momentos, é que a verdadeira sabedoria grita pedindo para não darmos ouvidos.
Nós brasileiros, pegamos esta esperteza e a transformamos em um modo de vida. Deste ponto, foi criado o famoso “jeitinho brasileiro²”. Quando estamos endividados, é que esta ‘sabedoria²’ vem à tona. Damos o jeitinho. Pagamos algumas contas este mês, outras deixamos para mês que vêm, outras que não pagamos mês passados, deixamos passar mais um mês, afinal, damos um jeitinho para não ficar com a carteira vazia durante o mês. E vamos “empurrando com a barriga”. Você pode estar se perguntando: - Onde está a sabedoria nisso?
- Nesse ponto, ainda pensa que os ouvidos funcionam?
Tudo isso acontece por não darmos ouvidos à sabedoria.
Se procurarmos pela sabedoria, ela nos retribuirá se encontrando conosco. Quem procura, acha. Ela gosta de estar conosco e de nos ajudar, mas a recusamos. É capaz de nos dar riquezas e honras, prosperidade e justiça. O que a sabedoria oferece excede o que mais desejamos no mundo. Se quisermos encontra-la, devemos procurar nos caminhos que a honestidade percorre e andarmos no compasso da justiça.
A sabedoria foi criada antes mesmo da criação do mundo. Foi formada há muito tempo atrás quando ainda não havia fontes de água. Foi criada antes do céu e antes que fosse estendido o horizonte sobre o oceano. Ela estava junto do Criador quando foram colocados os alicerces da Terra. Era como uma arquiteta na criação das coisas, e também sempre foi uma fonte de alegria do Criador, sempre feliz em sua presença. Presente no mundo e contente com a existência da raça humana. E como seria bom se fosse nossa prioridade ouvir seus conselhos e ordens.
Se quisermos ser felizes o bastante, devemos apenas ouvi-la. Ela pede isso!
Vamos aprender o que nos é ensinado por ela? Sejamos sábios e não abandonemos estes ensinamentos que tocam nossos ouvidos.
Devemos buscar a sabedoria antes de tudo. Por isso, não podemos descansar enquanto não a encontra-la. E se não ouvimos mais a sabedoria, temos que ir até a casa dela e não devemos sair de lá enquanto ela não nos atender. Ela mora logo ao nosso lado. Esperemos, então, na entrada da casa dela, pois quem a encontra, encontra a vida e o Criador ficará contente por isso. Mas quem não a encontra, prejudica-se a si mesmo. Se não a esperarmos, estaremos apenas esperando a morte.

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