Quão bonito é o salão preparado para a festa.
Quão seguro o lugar em que ele fora construído.
Quão seguro o lugar em que ele fora construído.
Quão saboroso o banquete preparado aos convidados.
Quão detalhados e bem preparados os convites distribuídos.
E no mais alto da mídia (outdoors, cartazes, comerciais de TV, internet e redes sociais) é divulgado: “- Entre, gente tola. Venham. Comam do meu banquete, saciem do meu vinho e serão felizes por isso. Deixem os tolos e vivam seguindo meu caminho, o caminho do conhecimento.”. Este é o grito da sabedoria!
Como um camaleão que molda sua cor de acordo com território em que vive, assim é a sabedoria aos olhos humanos: praticamente invisível.
Se tentarmos repreender uma pessoa vaidosa do erro da vaidade, como pagamento, receberemos um xingamento ou qualquer outro tipo de ofensa. Não podemos repreender uma pessoa vaidosa; ela nos odiará por isso.
Se tentarmos corrigir alguém que pratica maldade, como pagamento, seremos humilhados.
São tolos os que acham que são sábios, pois o que mais lhes falta é a humilde sabedoria.
Se corrigirmos uma pessoa sábia, ela nos respeitará. Qualquer ensinamento dado a um sábio, não o faz mal algum, mas sim, o torna mais sábio ainda. E se aconselharmos pessoas direitas, isso aumentará a sabedoria delas.
Ser tivermos sabedoria, facilmente veremos que tudo se volta a um único ser; a um único lugar. Há alguém que pode tudo. Nós só compreenderemos as coisas perfeitamente se procurarmos no lugar certo. Não adianta desejarmos de todo o coração por sabedoria e procurá-la em lugares onde nem mesmo se pode sentir o cheiro dela. Todos nós sabemos quando há uma festa em algum lugar pelo simples cheiro de carvão queimando, ou mesmo pelo som que está fazendo ou até mesmo pela divulgação dela dias antes de acontecer.
Viver a sabedoria é ter uma vida longa e de sucesso.
Se formos sábios, o lucro será nosso. Da mesma forma, se ignorarmos tudo, teremos de sofrer as consequências.
Temos a infeliz mania de enxergar apenas o que queremos ver. Vemos um círculo e dizemos: “– É apenas um círculo.”, quando o certo seria se perguntar quem o desenhou e por qual motivo o fez. Nada neste mundo é feito sem nenhum objetivo. Se algo foi criado por alguém sem objetivo nenhum, rapidamente deixa de existir.
Devemos ter cautela e discernimento, pois a falta de juízo muitas vezes se fantasia de sabedoria e engana os que não conhecem o seu cheiro, o seu gosto.
A falta de juízo é como uma mulher espalhafatosa, descabeçada e sem-vergonha. Ela se expõe em lugares onde o fluxo de pessoas é maior. Quanto mais atenção despertar, melhor (seu foco são as pessoas que andam preocupadas com a vida, problemas familiares e/ou conjugais); e sem abrir a boca ela grita: “– Venham, gente tola. A água roubada tem um gosto mais agradável; o pão furtado é muito mais saboroso. O que é proibido é mais gostoso.”. Por simplesmente “acompanhá-la”, podemos cair em um abismo assustador onde só se consegue sair, morto.

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