#15 Iscrivinhá: Pequenos Gestos

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Confiamos demais na correção automática de texto.

Criamos o hábito de confiar no editor de texto  quando escrevemos em algum lugar. Pensamos assim: “Ah, vou escrever de qualquer jeito, por que se estiver errado, o sistema/editor/Google vai me corrigir.” E continuamos escrevendo tudo de qualquer jeito, afinal, se vamos ser corrigidos, pra que se preocupar com ortografia.  O problema é que nem sempre a opção de correção poderá ser oferecida ou, poderá oferecer opções nulas de correção.

Acontece que este maldito hábito de confiar na correção automática nos leva transformou em seres acomodados com a burrice/ignorância. Não buscamos mais ser inteligentes, nem escrever direito, nem usar as regras ortográficas e gramáticas corretamente, pois a tecnologia nos mostrará como é o certo. Fica o pensamento de que, se vão corrigir... pra que prestar atenção no que escrevo ou ficar inteligente para saber como escrever corretamente?

Começamos pela correção ortográfica do Word e hoje é o Google. Você quis dizer: Eu?

Ressalto que não estamos condenando o Google pelo que faz, e sim para que o usamos. O Google é uma ferramenta de busca, não uma ferramenta de correção ortográfica. É claro que ele não é/faz só isso, mas acontece que o usamos para algo totalmente sem sentido, quando poderíamos usá-lo para ficar inteligentes, por exemplo. Se buscarmos o conhecimento ao invés de apenas querermos ser corrigidos, com certeza estaremos investindo em nós mesmos.

“Ah, cara... mas isso que você está dizendo é que não tem sentido. Para com isso.” – dizem. Nossa mente é programável. Se tivermos o hábito de escrever algumas palavras errado e não nos programarmos de que está errado, ou não tivermos conhecimento deste erro, não deixaremos este erro para trás nunca! Ao invés de apenas sermos corrigidos, por que não nos policiamos quanto ao que escrevemos, quando somos corrigidos. Se não conseguimos ao menos escrever um pequeno texto corretamente sem a ‘correção ortográfica do Word’, quem dirá viver uma vida corretamente. “Ahh, cara... mudou da água pro vinho agora? O que é isso? Mais uma vez não faz sentido o que está dizendo.” – dizem. Se uma atitude pequena como esta (escrever corretamente) não merece nossa atenção, como podemos dizer que nos preocupamos com nossas atitudes interpessoais?

Nos tornamos acomodados demais para se preocupar com inteligência. Há ainda quem diga que para si, o que basta é ter conhecimento superior ao comum em uma única e determinada área da vida. Por exemplo: Um homem da roça não precisa ter conhecimento automotivo por que é inútil. Sim, seria inútil se nunca passou pela cabeça dele, sair da roça. Ou, um médico não precisa saber nada além de medicina, por que é inútil. Sim, seria inútil se seres humanos fossem “robôs” de carne e osso (médicos se relacionam com pessoas e estas têm sentimentos, sentidos e consciência).

Todo conhecimento sempre adiciona algo a nossa vida. É nosso conhecimento que determina o nível da relação que temos com outras pessoas – mas é importante refutar que o conhecimento não é essencial para vida, como alguns de nós pensamos. O conhecimento só nos ajudará a viver esta vida material melhor. O essencial não é algo tocável.

QUE NÃO NOS APOIEMOS SOBRE NOSSO PRÓPRIO CONHECIMENTO!

Antes de contratarmos alguém a fazer um serviço que não sabemos como, busquemos conhecê-lo (tanto o alguém, como o serviço). Isso impede que sejamos explorados de alguma forma por quem pagamos o ofício. Em provas de vestibular tendemos a escrever como fazemos habitualmente, daí sai mais um motivo pelo qual devemos ter bons conhecimentos da nossa língua ao menos. “Eu já passei em vestibular e nem precisei saber tanta coisa assim, rapaz.” – será que te vêem como uma pessoa formada ou um estudante?

É óbvio que nunca teremos conhecimento sobre tudo, mas pelo menos alguns cuidados com a escrita fazem bem a todos – tanto ao que escreve quanto ao que interpreta.

Pense nisso!

Palavra do autor:
- Escrevi isso em uma esfera material e terrena. Vale lembrar que a origem de todo conhecimento vem “dos Céus”, portanto, se quiser conhecimento puro e verdadeiro, busque na Palavra, que teve origem pela comunicação entre “os Céus” e o homem.

Santo Antônio (45 234)

Autor

Emerson Coutinho é natural de uma pequena cidade do interior de São Paulo - Pauliceia. Aos 18 anos, resolver ir embora da casa de seus pais em busca de destaque profissional e conhecimento! Tudo que ele tinha era uma mala e uma vontade tremenda de fazer as coisas darem certo. Se converteu ao cristianismo aos 20 anos e desde então, é membro ativo da Primeira Igreja Batista Pioneira em Blumenau, Santa Catarina.

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