#17 Felicidade: Original ou pirata?

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Por que e pra que tanta decepção?

Será que Deus é injusto ao permitir que soframos?

Muitas vezes culpamos a Deus por algo que nunca dá certo em nossas vidas e isso não é algo bom.

É como se o ser humano fosse feito somente para ser feliz e nada mais. É maravilhoso ocupar nosso tempo fazendo algo agradável e que nos seja prazeroso, não é mesmo? Mas já se perguntou por que somos assim?

Já viu alguém feliz as 4:00 da manhã, após uma noite de Oktoberfest? (não tenho nada contra a festa em sua natureza principal). O mesmo ocorre em qualquer festa onde o objetivo principal é satisfazer as vontades da carne.

Nós somos dependentes da vida e o prazer é nossa droga. Buscamos sempre fazer o que queremos e quando queremos por que seguimos nossos prazeres. Afinal, somos viciados neles. Se pensamos assim, então por que reclamamos da vida?

Nós colhemos o que plantamos e ponto! Alguns olharão para trás e verão que realmente não semearam frutas boas. Outros olharão para trás e se perguntarão: “- Mas eu sempre fui uma boa pessoa, fui honesto e tudo mais e ainda assim só tenho na minha vida sofrimento.” – a estes digo que o tempo de hoje pode não ser o tempo da colheita. Acautele-se. O sol é quente e o trabalho é árduo. Se quiser colher coisas boas, continue as semeando.

A boa ação não faz ‘um ser melhor que o outro’, mas nos torna pessoas mais toleráveis.

-debate “individualmente público”
O problema de alguns de nossos melhores prazeres é que estes envolvem outras pessoas.

“Como assim, problema? É o compartilhamento da minha felicidade ou prazer com alguém, ora.” – mas esta felicidade compartilhada será eterna ou você só sentirá isso novamente quando praticar do ato mais uma vez? Se seu prazer depende de reações alheias, o seu “alguém” torna-se um objeto descartável.

“Ah, mas se é um prazer compartilhado, ambos sentem a mesma coisa. Isso não é bom ainda que um use o outro?” – experimente usar qualquer objeto demais e você entenderá o que eu digo e onde quero chegar.

Tudo em nossa vida, quando usado demais, nos proporciona algum tipo de enjôo ou insatisfação ao menos que, de alguma forma, isso prejudique a nossa saúde (drogas). Ou seja, abusar do uso de algo não é bom em aspecto algum.

Compare a felicidade a um pequeno broche de ouro maciço. Quando está preso a você, todos podem vê-lo desde que queiram o enxergar. É pequeno e por isso, quando não está preso em você, pode-se perdê-lo facilmente. Basicamente todos querem este broche, mas não sabem onde encontrar o verdadeiro e acabam “comprando” um broche pirata que no máximo é folheado a ouro ou até mesmo é uma bijuteria barata. Os que tentam obter o broche de forma mais fácil, muitas vezes o conseguem. Mas a durabilidade dele é muito, mas muito inferior a durabilidade do broche original e verdadeiro. Geralmente “aguentam” no máximo uma noite. Tendo o perdido, do dia seguinte em diante esperam a oportunidade de comprá-lo novamente, mas acostumados com a pirataria, não percebem que a qualidade é inferior.

Já se perguntou de onde vem a sua felicidade?

Olhe no passado e tente lembrar a última vez que foi feliz.
Não, melhor. Tente lembrar quando o broche da felicidade ficou preso em você. Por quanto tempo ele permaneceu?

Só há uma “Pessoa” que não é capaz de nos decepcionar. Se você fica com alguém por que acha que esse alguém te faz feliz, tome muito cuidado! Se um dia ele tropeçar, o broche cairá e é bem possível que você o perca.

Se você faz alguma coisa, por que isso te deixa feliz, cuidado! Você acabará se ‘auto-condenando’ quando errar.

Agora você deve estar se perguntando: “- Onde, então, está esta bendita ‘verdadeira felicidade’... se você diz que não podemos a encontrá-la aqui?” – saia lá fora, olhe pra cima e você verá de onde vem a verdadeira felicidade. Você não paga nada por ela e ela nunca cai de você.

Seja feliz pelo que você é e não pelo que você fez ou faz. Nem pelo que outros fazem por você.

Anseio que todos encontrem o broche de ouro maciço.

Santo Antônio (45 234)

Autor

Emerson Coutinho é natural de uma pequena cidade do interior de São Paulo - Pauliceia. Aos 18 anos, resolver ir embora da casa de seus pais em busca de destaque profissional e conhecimento! Tudo que ele tinha era uma mala e uma vontade tremenda de fazer as coisas darem certo. Se converteu ao cristianismo aos 20 anos e desde então, é membro ativo da Primeira Igreja Batista Pioneira em Blumenau, Santa Catarina.

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